Documentação técnica do BAT-12

Versão brasileira para o trabalho. São 12 itens sobre exaustão, distanciamento mental, declínio no controle cognitivo e declínio no controle emocional. Esta versão se destina a adultos atualmente trabalhando; o resultado de outros públicos não deve ser interpretado como se pertencesse à população estudada.

Administração e correção

Leia atentamente as frases abaixo e assinale a resposta que corresponde à frequência com que você se sente desse modo no seu trabalho.

Respostas: 1 Nunca; 2 Raramente; 3 Algumas vezes; 4 Com Frequência; 5 Sempre. O escore global é a soma das 12 respostas dividida por 12. Cada dimensão é a média dos seus três itens. Nenhum item é invertido. Os sintomas secundários não integram esse total.

Média dos 12 itens, de 1 a 5. Valores maiores indicam maior frequência dos sintomas. A faixa global é uma referência internacional provisória baseada em três amostras europeias, não uma norma brasileira. As quatro dimensões são complementares; o resultado não estabelece diagnóstico. A comparação entre aplicações é descritiva e não comprova melhora clínica. A agenda de retestes é uma regra do programa, não uma periodicidade estabelecida pelo instrumento.

Para contextualizar o escore global, o aplicativo apresenta os pontos de corte 2,54 e 2,96 publicados por Schaufeli et al. (2023) a partir de amostras de trabalhadores da Bélgica, dos Países Baixos e da Finlândia. Abaixo de 2,54, entre 2,54 e 2,95 e a partir de 2,96 são mostrados como referência internacional, respectivamente abaixo da faixa de alerta, faixa de atenção e faixa elevada. Essas faixas são provisórias fora de populações semelhantes às estudadas e não são normas brasileiras.

Evidências e limites

O formulário brasileiro oficial atual seleciona os itens 9, 11 e 13 para distanciamento mental, composição curta formalizada por Hadžibajramović et al. (2022). Sinval et al. (2022) estudaram 2.217 trabalhadores brasileiros e 886 portugueses com uma variante anterior que selecionava o item 10 no lugar do 11. Vazquez et al. (2025) analisaram 4.022 participantes, mas o artigo não publica um mapa integral dos 12 itens que permita resolver essa diferença diretamente.

Brassey et al. (2026) avaliaram o BAT-12 em 29.433 trabalhadores de 29 países, incluindo 1.087 participantes no Brasil, e encontraram suporte internacional para comparação aproximada. Esse estudo usou seu próprio processo multinacional de tradução e não valida sozinho cada frase em português exibida pelo app. Em conjunto, as fontes favorecem o uso do escore global; o BAT-23 é indicado quando o foco é uma avaliação mais detalhada das dimensões.

Não utilizamos cortes estrangeiros como se fossem brasileiros. A classificação internacional aparece identificada com sua população e sua incerteza. Os cortes se aplicam somente ao escore global: as quatro dimensões do BAT-12 são apresentadas de forma descritiva. O resultado não estabelece diagnóstico, causas ou eficácia das atividades do aplicativo. Resultados anteriores do CBI são preservados e não são diretamente comparáveis ao BAT-12.

As recomendações práticas são orientações educativas do aplicativo, inspiradas nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde para saúde mental no trabalho. Elas não integram o questionário, não alteram sua correção e não substituem avaliação individual por profissional qualificado.

Referências APA

Schaufeli, W. B., Desart, S., & De Witte, H. (2020). Burnout Assessment Tool (BAT)—Development, validity, and reliability. International Journal of Environmental Research and Public Health, 17(24), Article 9495. https://doi.org/10.3390/ijerph17249495

Hadžibajramović, E., Schaufeli, W. B., & De Witte, H. (2022). Shortening of the Burnout Assessment Tool (BAT)—From 23 to 12 items using content and Rasch analysis. BMC Public Health, 22, Article 560. https://doi.org/10.1186/s12889-022-12946-y

Schaufeli, W. B., De Witte, H., Hakanen, J. J., Kaltiainen, J., & Kok, R. (2023). How to assess severe burnout? Cutoff points for the Burnout Assessment Tool (BAT) based on three European samples. Scandinavian Journal of Work, Environment & Health, 49(4), 293–302. https://doi.org/10.5271/sjweh.4093

Sinval, J., Vazquez, A. C. S., Hutz, C. S., Schaufeli, W. B., & Silva, S. (2022). Burnout Assessment Tool (BAT): Validity evidence from Brazil and Portugal. International Journal of Environmental Research and Public Health, 19(3), Article 1344. https://doi.org/10.3390/ijerph19031344

Vazquez, A. C. S., de Freitas, C. P. P., Schaufeli, W. B., De Witte, H., & Hutz, C. S. (2025). Evidence of validity for the Brazilian Burnout Assessment Tool (BAT-Brazil). Avaliação Psicológica, 24, Article e23574. https://doi.org/10.15689/ap.2025.24.e23574

Brassey, J., De Beer, L. T., Merkand, R., Herbig, B. A., Schaufeli, W. B., De Witte, H., & Rubenstein, K. (2026). Measurement invariance alignment of the Burnout Assessment Tool (BAT-12) across 29 countries and six continents. Scientific Reports, 16, Article 19806. https://doi.org/10.1038/s41598-026-50601-3

World Health Organization. (2022). Guidelines on mental health at work. https://www.who.int/publications/i/item/9789240053052

Schaufeli, W. B., De Witte, H., & Desart, S. (2020). User manual Burnout Assessment Tool (BAT) (Version 2.0). KU Leuven. Manual oficial, pp. 11–12.

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